a·li·e·na·do. aquele que, voluntariamente ou não, se mantém distanciado das realidades que o cercam.

Estou com Michel Temer (25/11/2017)

*Por Gilberto Maringoni, no Facebook.

Vejo nas redes sociais ataques furibundos a Michel Temer, motivados pelas nomeações de Alexandre Moraes para o STF, Raquel Dodge para o Ministério Público Federal e Fernando Segóvia para a direção da Polícia Federal.

Francamente, não vejo problema algum nos três casos. Todos estão caninamente alinhados ao projeto político do peemedebista e de seu grupo. E assim tem de ser.

Moraes topa qualquer parada na suprema corte. Desfaz armações e protela procedimentos que possam comprometer membros do governo ou da base aliada. Sobre Raquel Dodge pesa o supremo pecado – Oh! – de não ter sido a primeira da lista dos mais votados por seus pares. Ela alivia a vida do ocupante do Planalto e complica a dos adversários. E Segóvia é capaz de malabarismos retóricos que não colam nem em classes de pré-primário para resolver problemas de quem o indicou.

Repito: todos estão certos e mais certo ainda está seu superior em indicá-los. Pois é inadmissível a um chefe de Estado, a quem detém o poder, não nomear para funções de comando desse Estado gente não alinhada às suas diretrizes.

No caso de um dirigente eleito – não é o caso de Temer – isso é ainda mais sério. Os cargos de confiança – e de livre provimento do presidente da República – têm de ser preenchidos com quem ajudará a implementar a política sagrada na urnas.

Temer nomeia quem o ajuda a governar segundo suas diretrizes. Cumpre um dever e uma responsabilidade primordial. No caso da lista tríplice, dentro das regras, escolhe quem lhe apetece e ponto.

É curioso que muitos demagogos – de esquerda, inclusive – alardeiam em véspera de eleições, que reduzirão o número de cargos de confiança. Precisam ser desmascarados! Retirar tais funções equivale a dizer: não vou implementar a política que prometi. É através dos cargos de livre provimento que se dirige o Estado. Outra coisa é o funcionamento dos corpos técnicos e da burocracia pública, cujas funções devem ser preenchidas por concurso público.

Mandatário que nomeia “tecnicamente” cargos de confiança difunde irresponsavelmente a noção de neutralidade da ação estatal. Não se trata apenas de um republicanismo ingênuo.

Trata-se de abrir mão do pleno exercício do poder.

EM TEMPO: Apesar de concordar com Michel Temer neste método, seu governo segue ilegítimo, entreguista e antidemocrático.

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Publicado em 19/02/2018 por em Facebook, Gilberto Maringoni, Política.
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