a·li·e·na·do. aquele que, voluntariamente ou não, se mantém distanciado das realidades que o cercam.

Eu não queria falar de Ipanema (19/02/2018)

*Por Anderson França, no Facebook.

Eu não queria falar de Ipanema.
Eu realmente não queria comentar nada, mas eles parece que estão fazendo uma campanha:

Fale de Nós Porque Nos Esforçamos Demais
Para Sermos Tão Detestáveis.

Acho que vai abrir crowdfunding e os caralho, mas em site da gringa, porque vão recolher doações em dólar e palo santo.

Aliás,
chá de daime,
pulseira yaunanauá,
palo santo,
antes, coisas produzidas a cada 10 anos pelas pessoas que viviam cuidando das suas vidas no meio do mato,
agora são produzidas em escala para satisfazer o desejo de ~busca do eu profundo~ dos bonitos.

Palo santo agora tá custando uma pila santa.

Sem falar burduada que é um ingresso pra ouvir Prem Baba, ou melhor, uma baba.

Quem ganha com cursos de “meditação de alta performance” para impactar o high stakes do teu desk de works no think tank desse collective doer, enquanto comem um ceviche de banana da terra com espaguete de pepino e estudam o keynote com os presets do pitch que vai ser realizado no meetup do burning man Brazil? Esse pessoal é um Dória repaginado. Botar eles e Dória na mesma sala, eles transam.

Isso tudo morando na porra do coliving, cada um com quatro maridos-esposas-amantes-parceiros-horizontais das relações de poliamor, que geram policiúme quando 10 pessoas de um determinado grupo de 80 pessoas que se relacionam em rede, paqueram outras 32 de outro grupo (ecossistema do sagrado chacra) e a porrada com comunicação não-violenta ocorre.

Depois vai todo mundo, detestavelmente, porque são ipanemenses detestáveis, almoçar, num ~luncher~ vegano que serve comida numa BANDEJA DE INOX velha e serve uns capim velho catado num terreno baldio em Bangu, e vendido como VIDA CRUA por 60 merréis.

Comem no bandejão, pagando uma fortuna,
vestinho camiseta da Febem,
pra completar o fetiche.

Moram num pombal,
dão a bunda pra geral,
comem mato de meio-fio,
usam camiseta da Febem,

o que os pais dessas pessoas fizeram?

Essa geração, a maioria nascida na década de 1990, que tomou nescau pra caralho, fez inglês no Iazigi, foi pro acampamento da escola, foi pra excursão da Disney, virou adolescente e virou rapper de condomínio, depois hippie da Farm, aí passaram na faculdade

e lá se filiaram ao PSOL.

Uma geração fudida de vez.
Ultrassensível, plástico-bolha, que não gosta de trabalhar e acha, porque leu a capa de um livro, que sabe tudo que alguém que levou o tempo que ela tem de vida escreveu.

Não é sobre politicamente correto ou incorreto, não é sobre o objeto, é sobre o sujeito. Bancam de ativistas, não lavam uma louça em casa. Não sabem dar play na máquina de lavar.

Mas sabem pixar o banheiro da faculdade dizendo: Machistas Não Passarão, sem se importar em refletir que ALGUÉM vai ter que limpar aquela bosta.

Porque é uma geração cega praquilo que não é sobre ela. Além da invisibilidade racial e social, essa geração só vê espelho, e nele, só se reflete.

Claro que a esquerda se aproveitou disso, e acolheu todo mundo num edredom quentinho de plenárias, páginas no face e militantes que eram, no fundo, famosos porque pagos pelos partidos.

Criaram jovens adultos incapazes de se defender, e preferem escrever post. Preferem gastar internet que,

mano,
a ciranda.

A ciranda é o maior resultado dessa geração.
Ao ponto de, nas eleições, o argumento de Marcelo Freixo num debate foi “a neta da Cidinha”.

Porque todo mundo tem medo dessa turma. Ou essa turma acha que todo mundo tem medo dela. Gritam aqui, fazem piroca nenhuma pra entender um Diário Oficial.

Essa geração ficou jovem adulta, e agora vai pra TED falar meio quilo de groselha. Sentam na mureta da Urca e dizem que todos somos humanos, portanto, deveríamos nos dar as mãos e mamar os bicos dos peitos uns dos outros. O que não é má ideia, mas eu não sei onde eles enfiaram esse bico do peito. Não sei se esfregaram ele num post da Socialista Morena, e saíram animados fazendo fotos em poses ridículas em Instagram, com legenda: minha carne é de carnaval.

Ipanema. A esquerda ipanemense. Eles se acreditam esquerda pra caralho. Não contrariem.

Pelo contrário, vamo arrumar um jeito de ganhar algum dinheiro com essa raça de endemoniado. Eu já comecei a produzir queijo no meu ~atelier~ em Brás de Pina, e será queijo ~da canastra~.

Ninguém vai ter coragem de vir comigo em Brás de Pina ver que fui eu mesmo quem fez, então, é isso. Faço um queijo, esfrego no pé, cobro 300 reais.

Esse povo não tem maturidade, nem respondem a estímulos de maturidade. Acham uma violência uma conta de luz. Não querem ter patrimônio, não sabem se relacionar ao ponto de ter uma porra de um casamento, destituíram a instituição do corno, nem pra corno esse pessoal serve, problematizam filho, paternidade e maternidade que gera depressão no Parque Lage, o lado bom disso tudo é que talvez eles não procriem. Deus é mais. Uma safra de gente nascida na década de 1900 pra cá, que se acha muito importante, muito, muito, e faz umas fotos conceito pra botar no perfil e tentar impressionar vocês, quando na verdade estão entupidas de insegurança, coisa que poderiam resolver com terapia, mas preferem abrir um canal no Youtube.

Enquanto isso, na Zona Norte, a rapaziada com 20 anos já tem MEI e sabe de cor o itinerário de todos os ônibus que saem de Santa Cruz.

Vou dar uma de Hildegard Angel e dizer:
Tem que botar uma catraca no túnel rebouças, e impedir que essa caralhada venha pros lados de cá.

Antes que montem um yoga center em Madureira, e comecem a fazer pastel de broto de bambu.

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Publicado em 19/02/2018 por em Anderson França, Facebook, Política, Sem categoria.
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